1. Técnicas de Orientação

 Leitura da Carta com o auxílio do polegar – Esta é a maneira mais usada para leitura da carta. O polegar é colocado exatamente na posição onde se encontra o competidor e movido sobre a carta à medida em que o mesmo se desloca, de modo, que a todo o momento indica o na carta onde o competidor está. Para melhor manuseio da carta, dobre-a.

Antes de iniciar o competidor deve escolher os pontos de ataques ao longo da rota, à medida em que são atigidos o competidor desloca o polegar para os pontos.

 Leitura rudimentar da carta – Muitas vezes quando o terreno é conveniente, não é necessário a utilização de Pontos de ataques, nesta leitura só são conferidos os acidentes do terreno facilmente identificados, de tempo em tempo, ou seja o ponto de ataque é um ponto nítido e inconfundível (casa, arvore, cruzamentos de estradas, etc...).

 Leitura precisa da carta – Consiste em deslocar-se, cautelosamente, seguindo um rumo dado pela bússola e observando os detalhes da carta com o terreno.

 

Escolha Da Rota – Planejar qual deve ser a rota não é só uma questão de escolher o melhor caminho a seguir, mas sim o itinerário mais econômico em tempo  e com menor desgaste físico.

Dilema: Se a linha  reta é o menor caminho entre dois pontos, porque não seguí-la?

Em orientação nem sempre a linha reta é o melhor caminho. É preciso planejar a rota antes de iniciá-la.

Faça a seguinte pergunta:

-         De que direção é mais fácil atacar o objetivo? (ganhando tempo e menor desgaste físico.

-         É necessário um ou mais pontos de ataque?

Após escolhido a rota julgada mais adequada, deve-se ponderar:

-         Se a rota escolhida pode ser percorrida com segurança;

-         Se não há outra rota alternativa que se adapte.

 O caminho longo é fácil, versus o caminho curto porém difícil.

-         A única maneira de se decidir com segurança qual a rota a tomar, é comparar, se o atleta percorre 400 m em 2 minutos numa trilha e gasta 6 minutos para percorrer os mesmos 400 m numa floresta de fácil progressão, mesmo que a distancia a percorrer pela trilha seja 3 vezes maior que a distancia da floresta, a trilha ainda será a rota mais adequada.

 

A subida e descida de um monte versus o seu contorno.

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Não há exercício físico que consuma mais energia, tão rapidamente, quanto subir elevações. Para 5 m de elevação equivalem a 100 m no plano. Aplique a regra, distancia em linha reta 1.100m + 100 m para cada curva de nível (5m) é 800, a soma é igual a 1.900m. o contorno é 2.200m a rota ideal é a subida, se o contorno fosse 1500 m, a rota melhor é o contorno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 - Certifique-se, se a sua aproximação a um prisma não vai denuciá-lo a outros competidores, e também quando for saír dele, de uma distancia de 20 metros do prisma e se oriente-se.

 -         O ideal é que já chegue no prisma sabendo a direção que vai tomar para o próximo prisma.

-         Esteja pronto na sua hora prevista de largar; Aqueça antes de sair.

-         Tente encontrar os seus amigos na área de concentração, mas não disperse a sua atenção;

-         DESORIENTOU-SE – Pare” pense” – você pode identificar na carta qualquer um dos acidentes que você está vendo? Não? Então até que trecho você ainda não estava perdido? Se preciso volte até o ponto anterior ou no trecho que você ainda não estava perdido. E recomece seguindo as técnicas de orientação.

-         Se você foi mal, não ponha a culpa no percusso ou na qualidade da carta. Reflita com calma, você chegará à conclusão que a culpa foi sua e não dos organizadores da competição. Após tomar banho procure quem tenha feito o seu percusso, a auto crítica da técnica utilizada e da rota escolhida é importantíssima. Sobre tudo aprenda com aqueles que chegaram à sua frente.

 PORQUE VOCÊ PERDEU

-         Você corre em velocidade constante;

-         Você corre até não poder raciocinar com clareza;

-         Você não tem ponto de ataque seguro;

-         Você não se concentra no que está fazendo.

 Ética do orientador:

1)                      Avise sempre à chegada no caso de abandonar a prova;

2)                      Informações sobre localização de Pontos de  controle não pedidas a ninguém;

3)                      “COLAR” em outro orientador, traz má fama além de ser contra as regras de orientação;

4)                      Deixe a área insenta de detritos (lixo);

5)                      Respeite as cercas não as danifique, se for necessário passe por baixo delas;

6)                      Ame a orientação e passe este gosto a outros;

 

Um bom orientador deve possuir os 5M:

1-     MÁQUINA – Vigor físico, corrida para deslocar rapidamente;

2-     MASSA – Massa cefálica, inteligência para escolher e utilizar a melhor técnica para cada problema de deslocamento ou de localização;

3-     MOTIVAÇÃO – persistência, para manter um rítmo de progressão;

4-     MATURIDADE – equilibrio emocional, para conter os impetos e resolver os problemas com rapidez mas racional e serenamente;

5-     MALÍCIA – para, dentro das normas e da ética, obter o máximo e fornecer o mínimo de auxílios técnicos no interior de um percusso.

Compilado por Arilson Lima da Silva
21 maio de 2005